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sexta-feira, março 13

Lá vem o pato

Depois de fazer a já tradicional ronda dos blogs, vi que pas mal entre eles falava de um incrível almoço no último fim de semana, no Rio. Antes que alguns falem que esse é um post-inveja, digo logo que não. Senti foi saudades. Saudades do japa, dos risotos - vocês precisam nos visitar para conferir in loco como a gente evoluiu no de frutos do mar e no roquefort com champignon - e de tantos outros pratos.

Mas, como poderia me esquecer??? Nós aqui também tivemos um almoço dos deuses! Sem amigos, é verdade. Mas Tânia e eu e meia garrafa de vinho já fazemos aquela festa!!! Sim: vinho, Tânia e Bel numa mesma frase sem ser na negativa!*

Fiz um magret de canard com molho de mel e vinagre balsâmico.
Coisa de louco. Maravilhoso. Carne ultramacia, uma beleza. Mas não dá para comer sempre. Uma vez por ano tá bom. Carne gordurosa, me deixou enjoada por umas 48 horas. Mas, sim, claro, valeu muito a pena. Pena que não tiramos foto. Além de tudo, estava lindo. Como acompanhamento fizemos uma salada e quinoa (que é pra ver se contrabalanceava, mas neguinho aqui faz batata frita mesmo).

Para quem não sabe, a dica primordial é fazer uma rede quadriculada com uma faca na parte da gordura, sem alcançar a carne. Numa frigideira bem quente, coloque o magret com o lado da gordura para baixo. A gordura vai se liquefazer e você a retira aos poucos (sim, vai engordurar toda a pia). Quando estiver quase sem gordura, vire o lado e deixe por 5 ou 7 minutos, (os franceses gostam de uma carne beeeem sangrenta). Depois, reserve a carne com um papel de alumínio no forno. Ligue, mas deve fraco. Será apenas para mantê-lo quente enquanto você faz o molho.


Na mesma panela do canard, coloque três colheres de sopa de mel, umas três colheres de café de vinagre balsâmico, sal e pimenta. Atenção para não ferver.

Corte o pato em fatias e jogue o molho. Divirta-se.









* Explico: é que depois da soirée de jogos com os franceses ficou um Chadornay aberto na geladeira. E, como alguns bem sabem, ela é um frigobar um pouco mais desenvolvido, ou seja, não cabe nada. Aí, para esvaziar um pouquinho resolvemos eliminar a garrafa de vinho.



segunda-feira, janeiro 5

Na geladeira

As outras vezes foram sem graça. Fraquinha, a neve virava água assim que entrava em contato com meu rosto ou meu casaco. Mas dessa vez foi pra valer. Mais consistente, forte, durou horas e horas, acumulando-se sobre os carros, asfalto, bancos, folhas das árvores, calçadas. Tudo branco. Fico imaginando como está na beira do Sena, como está na Torre Eiffel, na praça da Concorde. Nossa, deve estar lindo.

Mais tarde vi uma matéria na TV pública francesa - que agora não tem mais publicidade! O Champs de Mars está lindo. Devia ter ido pra lá.




Entrada do galpão onde fica o Tendance Floue


Banco em Montreuil: a foto que eu tentei enviar a algumas pessoas, mas que não funcionou...


Alguém já andou sobre a neve? É muito gostoso - isso quando você não está deslizando involuntariamente, claro: lembra um grande plástico bolha, que faz barulhinho bom.

Algodão doce pra você!


Hoje, com média de -4 ºC, o dia foi tranqüilo (sim, com trema!). Amanhã o bicho vai pegar. Há quem diga que a máxima será de -6 ºC (sim, máxima) e a mínima de -11 ºC. E aí? Vai encarar?